Fica, eu digo. Me ajuda a matar o tempo até a luz voltar. Fica e come da minha comida. Pelo menos até a chuva acabar de cair. Deu agora na televisão que a cidade está debaixo d’água, mandaram ninguém se mexer. Consegue? Tenta, vai. Empresto uma toalha, uma camiseta G, um par de meias e a minha boca quente. Você já bateu recorde de permanência, de toda maneira. Vamos lá, fica, na minha geladeira tem o resto de um frango de padaria, a gente abre um vinho bom. Juro fazer rolinhos na sua franja até você pegar no sono. Aí você gasta um de seus preciosos sins e deixa pra depois mais um daqueles seus adeus, que, aliás, tem de sobra na sua bolsa de pano, sempre à mão, para casos de emergência. E eu me pergunto: você vai ficar porque está chovendo, ou está chovendo porque você vai ficar? Tanto faz.
Gabito Nunes (via materializei)
Ele disse “Você me ama e me odeia ao mesmo tempo” era a verdadeira definição do que eu estava sentindo. Uma vontade absurda de matá-lo enquanto o beijava. Ou talvez através do alivio de um carinho misturado com um tapa na cara
We are so Chuck and Blair, escondidadevc (via edv-diary)
Lembra do que já fomos? Não precisa responder, eu sei que se lembra. Não tem como ter esquecido, não assim, tão rápido. Foram tantas madrugadas em claro, tantos assuntos esquisitos. Tantas brincadeiras, tantos sorrisos. Ainda me lembro da forma como me chamava e se eu fechar os olhos, eu consigo ouvir tua voz. Não sei como fomos nos perder no tempo. Não sei.
Querido John.  (via gramaticas)
Você não me amava, só gostava da minha presença quando se sentia só. Quando não tinha mais ninguém para te ouvir, era eu quem você procurava, e todas as vezes eu te acolhi, sabe por quê? Porque o meu amor sempre foi mais forte que suas crises de carência.
Junior Lima.  (via assanhar)